Sobre a série “A Mediadora”, de Meg Cabot

Título: A Mediadora

    • Terra das Sombras
    • O Arcano Nove
    • Reunião
    • A Hora Mais Sombria
    • Assombrado
    • Crepúsculo

Título original: The Mediator
Autor: Meg Cabot (Pseudônimo Jenny Carroll)
Ano de publicação: 2000
País de origem: Estados Unidos
Tradução: Clóvis Marques / Alves Calado
Editora: Record

Eu li a série há uns dois anos atrás, quando eu tinha cerca de 16 anos. Sim, eu gostei da série de um modo geral, provavelmente devido a minha idade, mas agora com uma visão mais crítica talvez eu possa fazer alguns comentários gerais a respeito do que me lembro.

Primeiramente, devemos levar em consideração a autora, o fato do livro ser escrito pela autora de “O Diário da Princesa” era o que fazia com que ele fosse vendido na época em que li ( agora o que faz o livro ser vendido são as capas pseudodramáticas das edições lançadas depois do sucesso da série Crepúsculo). Na capa do livro havia escrito “Meg Cabot – sob o pseudônimo de Jenny Carroll”, nunca entendi isso muito bem, porque colocar o nome verdadeiro e o pseudônimo? Provavelmente a primeira edição do livro saiu com o nome Jenny Carroll e depois que a Meg Cabot ficou famosa resolveram dar um jeito de “consertar”.  Enfim, vamos falar sobre os livros.

A série é composta por seis livros, sendo que eu li apenas cinco. O primeiro livro é intitulado “A Terra das Sombras” e nos apresenta a personagem Suzannah, uma típica adolescente de 16 anos, metida a rebelde porque a mãe se casou de novo e ela teve que se mudar pro interior da Califórnia pra morar com o padastro e os três filhos dele. Suzannah faz questão de ser mau humorada e tratar todos com indiferença, principalmente os parentes, mas na escola tenta ser popular e aceita, ou seja, um típico cliclê de high school americano.

Logo no início do livro já nos é apresentado o segredo de Suzannah: ela é uma mediadora, capaz de ver e falar com fantasmas, sendo responsável por ajudá-los a resolver seus problemas para que eles possam se libertar e descansar em paz.  É claro que ela não gosta de ter esse “cargo” porque quer ser apenas uma garota normal.

O galã da história é Jesse, um fantasma jovem e bonitão que “assombra” o quarto da garota. Essa é, obviamente, a parte favorita das adolescentes leitoras. Como morreu há 150 anos, Jesse é amigo, educado, fiel e perfeito (nos lembra de alguém? rs) e Suzannah se apaixona por ele. Enquanto tenta se adaptar na nova escola, ela descobre que existe um fantasma de uma menina assombrando o local, e é a partir daí que se desenvolve a história desse livro.

O segundo livro, O Arcano Nove (Ninth Key), e o terceiro, Reunião (Reunion), são histórias fechadas (bem previsíveis), ou seja, que não têm relação entre si. Nesses livros Suzannah se envolve em outros casos de fantasmas que atrapalham seu cotidiano e a colocam em perigo até que ela consegue ajudá-los.

No quarto livro a história começa a ficar mais envolvente, os mistérios a cerca de Jesse começam a ser decifrados e Suzannah encontra um empasse: ajuda Jesse a partir para sempre ou deixa-o permanecer ao seu lado? Surge também um novo personagem, Paul Slater, um rapaz misterioso e encantador, que apresenta certo interesse pela garota.

No quinto livro a história se desenvolve ainda mais, revelando os segredos de Paul Slater e ressaltando melhor os aspectos sobrenaturais, que deixam de consistir apenas nos fantasmas, passando a explorar mais o que seria o “mais além” e a questionar a função de Suzannah como mediadora.

Não cheguei a ler o sexto livro, Crepúsculo (Twilight), pois, por coincidência ou não, fui começar a ler a série Crepúsculo.

Esses livros chamam a atenção das adolescentes porque falam coisas que elas gostam de ler, de qualquer forma, é melhor ler besteira do que não ler nada. Acho que o real problema desse tipo de livro é que acaba estereotipando demais os adolescentes, essa coisa de high school e, principalmente, a idéia dos príncipes encantados. Essa coisa dos caras serem perfeitos e sobrenaturais está realmente em alta, mas isso gera uma loucura na cabeça dessas meninas que lêem esse tipo de coisa, porque elas nunca vão encontram um cara perfeito, muito menos sobrenatural. Outra coisa que me irrita é o excesso de referências a roupas de marca e descrição de itens do vestuário, acho isso completamente desnecessário ao contexto, além de ser propaganda e lavagem cerebral consumista.

No mais, é isso mesmo. A série cumpre seu papel perante sua categoria, porém eu acredito que nesse caso a fantasia propriamente dita seja pouco desenvolvida, é de certa forma, apenas um complemento de uma história de high school , um item a mais no relacionamento do gatinho com a gatinha. Patético. Mas pra quem gosta de uma historinha água com açúcar e previsível, aproveite!

As diferentes capas da série "A Mediadora"

 

Post escrito pela nossa colaboradora Jéssica do blog Automatic Stop.

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7 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Lucivânia
    nov 27, 2010 @ 12:37:55

    Eu não cheguei a ler a série, mas me recomendaram mto BEM, então talvez eu me arrisque, embora não seja o público-alvo adolescente previsível. Digo previsível, porque eles esperam mesmo um romance high-school com pitadas sobrenaturais e final feliz, então uma história clichê ou eteriotipada já vai chamar a atenção suficiente.

    Sobre essas coisas de gatinhos/gatinhas, referências a marcas e roupas, acho que tudo isso existe e sempre vai existir de uma maneira ou de outra na adolescência. O adolescente com certeza vai se sentir mais familiarizado com a situação da personagem (menina deslocada, revoltada com a família, mas que quer ter amigos), ou pelo menos conhece alguém que seja assim e vai adorar o “plus” do sobrenatural.

    Só discordo sobre o “melhor ler qualquer coisa do que não ler nada”. Se fosse assim, eu teria lido Draco Dormiens. u_u’ Cérebros devem ser bem alimentados, adotem essa campanha. 😉
    bjos bjos

    Responder

  2. Melissa
    nov 27, 2010 @ 16:23:11

    Eu li Draco Dormnies… *esconde de vergonha*

    A Meg Cabot escreve livros especificamente para esse público na grande maioria das vezes. Por conta disso, os livros ficam bem clichê. Acho que ela poderia tentar coisas diferentes, quebrar um pouco essa rotina, mas enfim.

    Responder

  3. Lucivânia
    nov 28, 2010 @ 14:30:36

    Ela chegou a escrever chick-lits interessantes voltados para pessoas não teenagers, Mel. O único que eu li foi Ela foi até o fim. Tem outros que não são tão legais, mas vc pode pegar mais referência com a Lany.

    Responder

  4. Camila
    dez 13, 2010 @ 00:46:15

    Eu leio livros de todos os tipos, mas tenho um carinho especial pelos livros adolescentes!! Eu reconheço que não é das leituras mais educativas, mas é o que realmente faz minha cabeça descansar!! Além disso, sou fã da Meg Cabot!! Sendo assim, amei a série A Mediadora!! Mesmo já tendo passado da idade, continuo amando livros assim!! rs…
    beijos

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  5. dz
    set 26, 2011 @ 19:32:17

    Este livro é mt bom, só quem é um velho pra ñ entender, q além de ser uma estória adolescente eh mt boaa!

    Responder

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