A Escolha de Elphame

Título em português: A Escolha de Elphame
Título Original: Elphame´s Choice
Autor: P.C. Cast
Ano de publicação: 2011 (originalmente publicado em 2004)
País de Origem: Estados Unidos
Tradução: Elaine Moreira
Editora: Harlequin
Número de páginas: 428

Em A Escolha de Elphame o leitor é apresentado a Elphame, uma jovem pra lá de diferente. Metade mulher e metade centauro, o povo de Partholon considera que ela é nada menos que uma deusa. Mas Elphame não leva isso tudo muito a sério pois a verdade é que a deusa – representada na terra na figura de sua mãe, uma alta sacerdotisa – nunca falou com ela. Sem nenhum contato com o mundo da magia, só resta à jovem tentar uma nova vida no castelo MacCallan, um lugar almaldiçoado, destruídos décadas antes por uma invasão dos Fomorianos, o povo maldito do norte.

Elphame é uma personagem fácil de gostar. O que, sinceramente, me surpreendeu. Normalmente as heroínas desse tipo de livro são teimosas/irritantes/se acham, mas Elphame, apesar de ser a manifestação da deusa, é facilmente “gostável” e o leitor pode se identificar com suas fraquezas e dúvidas. Se é fácil gostar da personagem é, por outro lado, difícil imaginar sua aparência física.

A moça tem patas de centauro. Eu confesso que achei difícil de me acostumar com a idéia no início. Não porque a coisa seja sem noção (porque não é, pois existe uma explicação para o fato), mas porque minha imaginação não conseguiu. Sério mesmo, limitação minha. Até tentei encontrar algumas imagens na internet, mas só consegui representações dela da cintura para cima.

Elphame tenta (literalmente) afugentar os fantasmas do castelo McCallan ao mesmo tempo em que luta para ser uma verdadeira líder. Para isso ela conta com a ajuda de seu irmão mais novo, o galante Cuchulainn (quase não consegui escrever o nome dele), da centaura durona Brighid e da amável curandeira desfigurada, Brenna.

Brenna é minha personagem favorita no livro. Gosto da história dela, de ser uma mulher desfigurada e com baixa alto estima. Já Cuchulainn… Ah, não sei. Achei ele galante e poderoso demais pro meu gosto. E ele fica negando os presságios do mundo mágico, apesar de sempre ficar dando dica pra Elphame a respeito do par romântico dela…

E chegamos ao ponto: o par romântico de Elphame, Lochlan. Ele está no livro desde o começo e a história não faz muito suspense sobre ele não. Desde o início o leitor sabe que ele é fomoriano, almaldiçoado, destinado a ser amante da Elphame, mas não pode porque isso seria a ruína dela. Isso não é spoiler, a gente fica sabendo logo no comecinho.

É importane dizer que A Escolha de Elphame é, em primeiro lugar, uma história de amor. O universo de Partholon é apenas um background, o que está em jogo em primeiro plano é mesmo a história de Elphame com Lochlan. Por isso mesmo imagino que vá agradar mais quem gosta de romances com muitos adjetivos e cenas de amor, incluindo, cenas de sexo (livro não recomendo pra crianças nem pré-adolescentes MESMO).

 SPOILER!!!! – e dos bravos, então não leia

Achei no mínimo chocante a história da Brenna. Sério, eu gostava dela e tudo mais, até comecei a gostar mais do Cuchulainn por causa dela… E ela morreu. Eu fiquei chocada, sério. Foi triste.

O fim do livro foi muito rápido. Não sei. Acabei não entendendo muito bem o lance da profecia e tive que voltar. Mas eu até entendo o final às pressas, porque, como eu disse, o foco é mais Elphame/Lochlan. O que não me fez deixar de pensar que o povo do MacCallan o aceitou muito fácil…

FIM DO SPOILER

Cheguei a ver na internet algumas comparações de A Escolha de Elphame com Crepúsculo e As Brumas de Avalon. Em relação ao primeiro, posso dizer que o tema é comum: uma garota jovem apaixonada por uma espécie de vampiro com mais de 100 anos super protetor. Só quem defesa de P.C. Cast, ela escreveu primeiro pois o livro é de 2004. Quanto à comparação com Brumas, bem, só posso dizer que a única coisa em comum é um pouco da mitologia celta e culto a uma deusa. Mas os dois livros exploram a coisa de um jeito muito diferente. Até porque em Brumas a questão política é bem mais desenvolvida enquanto que em Escolha temos mesmo é a história de amor.

O livro agrada os fãs de romance, principalmente fãs de Norah Roberts. As cenas de romance carregadas fazem jus à última.

Agradeço à editora Harlequin que me mandou o exemplar. E para quem ficou interessado, cliquei aqui para ter acesso ao booktrailer.

A Escolha de Elphame é o primeiro volume da série Partholon. O segundo volume, ainda não traduzido no Brasil, é Brighid´s Quest [A Jornada de Brighid].

Curiosidade: tanto o nome Partholon quanto Elphame vêm da tradição irlandesa.

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7 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Mi
    jun 28, 2011 @ 01:43:10

    Os nomes dos personagens sairam da mitologia céltica. Que legal. Nunca imaginei que alguém usaria Cuchulainn pra alguma coisa. XD

    Responder

    • Melissa
      jun 28, 2011 @ 01:51:16

      É mesmo, todos eles? Eu só achei Partholon e Elphame… hahaha Mitologia celta é TÃO legal. O livro poderia ter explorado mais esse aspecto… Achei que exagerou nas cenas de sexo… affe

      Responder

  2. Cassy
    jun 28, 2011 @ 20:02:47

    Achei interessante. Adoro livros com mitologia. Vou colocar na minha lista (q já está gigantesca). Ah, valeu pela divulgação do blog. Adorei. E me aceita lá no seu Skoob. Estou aguardando rsrsrsrs. Abraços. 😀

    Responder

  3. Camila
    jun 30, 2011 @ 02:22:26

    Oi Mel,
    Mesmo com sua resenha me deixando curiosa, ainda não decidi se vou ler esse livro!! Não sou tão fã de romances rasgados assim!! rs… Prefiro histórias mais inocentes!! rs…
    beijos
    Camila – Leitora Compulsiva

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  5. Nátaly
    jan 26, 2012 @ 14:55:23

    oi, eu nao li a outra serie e vou começar a ler este hoje, queria saber se vai ter problemas, ou vc aconselha ler este primeiro?

    aguardo^^

    Responder

    • Melissa
      jan 26, 2012 @ 14:59:56

      Nátaly, você fala da série “House of Night”. Bem, se a preocupação for essa, não tem problema algum. São duas séries completamente diferentes.

      Responder

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