A Sétima Torre Vol.6 – A Grande Pedra Violeta

Título: A Sétima Torre Vol.6 – A Grande Pedra Violeta

Título Original: The Seventh Tower – The Violet Keystone

Autor: Garth Nix

Ano de Publicação: 2003 (originalmente em 2001)

País de Origem: Estados Unidos

Tradução: Maria Helena Rouanet

Editora: Nova Fronteira –  256 páginas

O final da série A Sétima Torre (clique no título para ler a resnha dos outros livros da série) se apresenta de uma forma bem parecida com os livros anteriores: uma leitura rápida, um tanto rasa, sem grandes reações dos personagens e onde as coisas parecem ter acontecido rápido demais para serem impactantes. A impressão que tive foi: mas essa história é boa, o que é que faltou para que ela fosse incrível?

Esperei muito tempo para ler essa série, então talvez uma das razões para minha decepção tenha sido justamente essa: expectativas muito altas. Eu simplesmente esperei coisa demais. O que nunca é bom. Devemos começar a ler um livro e aceitá-lo na proposta que ele tem e nunca exigir de um livro o que ele simplesmente não se propôs a oferecer. Mas aí vem o problema: A Sétima Torre se propôs a muita coisa. E simplesmente contou esse monte de coisa rápido demais. Não dá tempo pro leitor se envolver, não dá tempo nem dos personagens se envolverem. Mas também, Garth Nix escreveu seis livros em um ano e meio!!!

A Grande Pedra Violeta é um final que chegou rápido demais. Algumas dicas já estavam muito óbvias, como por exempleo, quem estava atualmente com a posse da tal Pedra Violeta do título. Outra novidade que não era novidade era a identidade do grande vilão, que desde o livro quatro pelo menos o leitor já suspeitava quem era. E a cena em que ele se revela também não deu aquele efeito “uau, putz, que isso!”. Quando Tal e Milla vão para Aenir tentar com suas últimas forças salvar o mundo inteiro, o efeito também não é impactante. Quer dizer, eles estão salvando o mundo inteiro? Qual é o peso disso, né? Mas o livro não mostra esse peso, ou pelo menos não o explora. Quanto à verdadeira história da família de Tal, que seria o ápice dramático da história toda, foi no mínimo desasimador descobrir uma “verdade” que todo mundo já sabia.

A idéia do final é daquelas bem zen, aquela idéia do tempo como ciclo, do bem e do mal no ciclo, bem na linha de A Torre Negra, Crônicas do Mundo Emerso e As Guerras do Mundo Emerso, mas o efeito ficou fraco. Mas valeu a tentativa, Garth Nix. Acho que o mal da série foi não saber quando aprofundar num drama, quando focar na ação e quando gerar suspense. As coisas parecem ter saído de compasso!

Eu imagino que o livro vá agradar aqueles que gostam de uma leitura super rápida onde tudo acontece rápido sem muito drama de personagem. Quem não tem preocupação com o lado psicológico pode gostar, assim como pré-adolescentes (aqueles da faixa de 10 a 13 anos mais ou menos). Então a vocês, leitores, que não se enquadram nessas categorias: se decidir ler o livro, vá sem expectativas. Você vai levar um tombo de qualquer jeito, mas é bom se prevenir pra não levar o tombo maior ainda que eu tomei.

A Sétima Torre é uma série com uma boa trama, com um mundo imaginado muito bom que apresenta uma crítica interessante aos governos totalitários e como as pessoas que vivem nele acabam se tornando pouco críticas e acreditam em tudo que lhes é apresentado sem contestar, mesmo as questões mais simples. É uma premissa ótima, mas que falhou na execução. Talvez tenha sido justamente isso, o modo como essa história foi desenvolvida, que fez o livro algo bom e não algo incrível.

Mas fiquem felizes para discordar de mim nos comentários!

Ah, e em breve, eu posto o Balanço Geral dessa série.

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4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Liége
    dez 09, 2011 @ 13:49:00

    Eu não gosto quando tudo acontece muito rápido, e curto um drama de personagem, acho que não ia gostar dessa série então. Mas sendo que o autor escreveu seis livros em um ano e meio (!), eu até entendo que o resultado tenha sido esse (e eu demorando 8 anos para escrever o primeiro, que vergonha).

    Responder

    • Melissa
      dez 09, 2011 @ 21:10:53

      Liège, provavelmente você não ia gostar não. E demorar 8 anos pra escrever não é vergonha não. Vergonha é escrever 6 livros em um ano e meio e sair o que saiu com essa série.

      Responder

  2. Camila - Leitora Compulsiva
    dez 09, 2011 @ 17:19:09

    Oi Mel,
    Comecei a acompanhar suas resenhas e estava curiosa, só esperando essa última resenha!!
    No início eu estava animada para ler, mas confesso que desisti!
    Eu tenho quase 200 livros esperando na estante… Não posso me dar ao luxo de adquirir 6 volumes de uma série, perder um tempão lendo tudo e o final sem simplesmente bom!! hehehe Não que isso não aconteça às vezes…
    beijos
    Camis

    Responder

    • Melissa
      dez 09, 2011 @ 21:16:02

      Camila,
      Eu acho que é comum, que nem você disse, encontrar apenas livros “bons” e não ótimos. Mas uma coisa é começar a ler sem saber e acompanhar a série, outra é ter alguém já falando que não é tão bom assim. Sinceramente, essa não é uma das séries que eu recomendo não. E se você tá com essa pilha de livros aí, vai ler “Jogos Vorazes” que é tiro certo no livro excelente.
      bjs
      P.S: poxa, fiquei feliz quando você disse que tava acompanhando as resenhas com expectativa! Legal!

      Responder

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