Academia de Vampiros Vol.2 – Aura Negra

Título: Academia de Vampiros – Vol. 2 – Aura Negra

Título original: Frostbite

Autor: Richelle Mead

Ano de publicação: 2008

País de origem: Estados Unidos

Tradução: Inês Cardoso

Editora: Nova Fronteira – 297 páginas

Aura Negra nos traz de volta ao universo dos Moroi e dampiros sob o olhar da estressada aprendiz de guardiã Rose Hathaway. Os Strigoi estão ficando cada vez mais ousados em seus ataques e os Moroi começam a brigar entre si sobre qual a melhor estratégia de sobrevivência. Em meio a esse conflito que coloca o mundo de cabeça pra baixo, Rose tem que resolver seus problemas pessoais que envolvem um professor bonitão, um melhor amigo apaixonado, um garoto misterioso e atraente que surgiu do nada, uma mãe que voltou e uma melhor amiga com poderes estranhos. 

Esse volume da série traz mais ação e mistério do que o primeio (clique aqui pra ler a resenha do primeiro livro) e vemos Rose descobrindo que a profissão de guardiã é mais dura do que ela imaginava. E muito menos menos glamourosa. As pessoas que morrem  no processo são pessoas de verdade e há muito mais no ato de matar do que ganhar as famosas tatuagens molnija (feitas a cada vez que alguém mata um vampiro mau, ou seja, um Strigoi). Além disso, as intrigas políticas guiam os Moroi (os vampiros “bons”) e Rose começa a perceber que os dampiros (os guardiões) ficam com toda a responsabilidade de proteger pessoas que sequer pensam que eles são gente de verdade, com sentimentos e vontade de viver. Para a maioria dos Moroi, os guardiões/dampiros são apenas o papel que desempenham.

Como disse na outra resenha, Rose como persoangem/narradora é bem interessante pois ela é tipo que vai lá e faz, sem dessa de ser das mocinhas que ficam esperando no carro. Mas confesso que nesse livro ela me irritou um pouquinho. Achei que o problema do relacionamento amoroso (Dimitri? Mason? Adrian?) começou a ganhar um exagero maior do que deveria e a relação dela com Lissa, que é o que mais gosto no livro, acabou ganhando pouco espaço. Ainda gosto da Rose, mas achei que ela beirou o limite do draminha mi mi mi nesse livro. Mas tudo bem, no finalzão do volume acabei “fazendo as pazes” com ela.

No geral o livro é muito bom, consegue prender a atenção do leitor e consegue passar a tensão dos envolvidos muito bem. As cenas de ação são boas e críveis, nada daquela de “e aí ele lembrou que tinha uma bomba dentro do bolso e explodiu os vilões”. O amadurecimento da Rose é mostrado de uma forma bem interessante, pois pela primeira vez ela descobre o que é perder. E para alguém que se gabava de ganhar sempre, isso não é pouca coisa.

A única coisa que não gostei nesse livro foi o clima de “vamos relembrar o volume anterior?”. Eu sou da seguinte opinião: se você está lendo uma série, tem que lembrar do que aconteceu antes. Se não está lembrando, lê uma resenha de blog (sim, elas são úteis! hahahaha), vai na Wikipedia, relê o livro. Não gosto de pegar um segundo volume que tem um “resumão” do primeiro. E Aura Negra faz isso o tempo todo. Tudo bem, acho que um Prólogo comentando as situações anteriores pode até existir (aí eu posso pular), mas o problema é que isso está em TUDO no livro. É só fazer uma referência a algum acontecimento do livro anterior que lá vem dois ou três parágrafos resumindo tudo o que aconteceu com Lissa e Rose em O Beijo das Sombras. Bem cansativo, viu. E ainda por cima nem ficou bem escrito!

Quem curte o famoso “Romance Sobrenatural” vai gostar desse livro, mas quem gosta de ação e mistério também vai gostar. Academia de Vampiros é uma série de leitura rápida que apresenta personagens interessantes e um romance básico. Não espere tramas complexas ou questionamentos profundos da natureza humana, mas espere sim uma crítica à sociedade que explora os mais fracos, ao medo de mudar a tradição e àqueles que acham que os fins justificam os meios. Ah, e espere beijos. Claro.

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5 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Vania
    dez 14, 2011 @ 13:34:32

    Adrian… *suspiros*
    Hehehe ok ok. Eu acho que nesse livro eu comecei a suportar melhor a Rose. Confesso que só continuei lendo a série porque queria ver o desenvolvimento no relacionamento entre a Lissa e o Christian, e me deixou muito P da vida que ela não explorou os baitas personagens que tinha nas mãos de maneira satisfatória. Mas ainda assim, acho o terceiro melhor: foi o único dentre os três que REALMENTE me surpreendeu, e até me fez soltar alguns palavrões durante certa cena. Mal posso esperar pra ler sua resenha dele, Mel!

    Responder

    • Melissa
      dez 17, 2011 @ 03:11:59

      Eu acho que o ponto de vista da Rose limita muito. Tudo bem que aquelas “entradas” na cabeça da Lissa às vezes facilitam as coisas, mas, enfim, não é a mesma coisa. E a Richelle Mead não é nenhuma Suzanne Collins pra dar conta de uma multidão de personagens a partir de um único ponto de vista. A Lany até postou isso no blog de vocês, e realmente, a escolha do narrador é muito difícil. Eu achei que talvez a escolha pela narradora Rose não tenha potencializado tudo que a série podia oferecer. E eu adoro o Christian também, seria fascinante chegar mais perto dele!
      Agora to curiosa pra ler o terceiro livro. Já saiu aqui no Brasil, então vou comprar. Essas férias vão ser super literárias.

      Responder

  2. Camila - Leitora Compulsiva
    dez 16, 2011 @ 16:19:01

    Eu adoro essa série, mas tem horas que a Lissa me cansa!!
    Chego a torcer por ela se estrepar um pouquinho!! hehehe
    Beijos
    Camis

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