Mudança Oficial de endereço no blog!

Leitores fiéis,

O Livros de Fantasia agora está oficialmente movido para nosso endereço próprio www.livrosdefantasia.com.br. Todo acesso agora pra frente deverá ser feito através desse domínio.

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Vejo vocês por lá e aguardem as mudanças!

abs

Melissa de Sá – Livros de Fantasia

Cinco melhores erros de filmes de fantasia

Pessoas, finalmente, VIDA!!!!! *dancinha feliz* Detesto a idéia de deixar o blog às traças, mas é que semana retrasada fui internada às pressas por conta de uma apendicite e vocês sabem, quando é apêndice, é cirurgia certa. Fiquei uma semana de molho, não conseguia nem sentar numa cadeira por muito tempo. Atestado de 15 dias no trabalho e na faculdade. Quando melhorei, acabei me mudando de casa e olha só, onde eu moro não tinha internet Velox e tive que mudar pra Net, ou seja, mais uma semana totalmente desconectada. E como não podia andar muito ou dirigir, sem chance de ir até uma lan house.

Mas não pensem que fiquei parada! Li quatro livros durante esse tempo, todos eles de fantasia e as resenhas já estão prontinhas pra vir aqui pro blog! Para comemorar a volta ao mundo online (sim, a Net só funcionou agora) vou postar um vídeo muito bacana que vi no site do IG. Para aqueles que se interessam pela minha saúde, sim estou bem com corte já cicatrizando e tudo.

Falha Deles é uma série especial sobre erros de filmes, produzida pela TV iG e apresentada pelo humorista Bruno Motta.

São dez episódios divididos por gêneros e que trazem gafes clássicas: erros de continuidade, de figurino ou figurantes, informações não checadas e até mesmo cenários que não condizem com a época.

No vídeo, veja os deslizes de algumas produções hollywoodianas da categoria “FANTASIA – PARTE 2”.

Estão entre elas os filmes “Matrix”, “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “O Senhor dos Anéis”.

Para asistir ao vídeo, clique aqui.

Achei bem divertido. E vocês?

Sobre personagens cativantes

Sempre que eu começo a ler um livro, fantasia ou não – a maior parte das vezes é – encontrar personagens cativantes é o meu primeiro instinto. O princípio é bem básico: se eu não quero saber o que acontece com o moleque franzino morando no armário embaixo da escada, dane-se ele, vou ali tuitar. Pra quem já teve aulas muito densas de literatura, o que eu e a Mel falamos nesse blog vai ser heresia. Se eu não me interesso por um personagem, ou pelo menos por algum que o rodeie e que tenha participação ativa na história, eu não leio e acabou. Pode ser melhor enredo que já tocou papel e prensa nessa vida, pode ser o melhor uso de linguagem, mais revolucionário, enfim. O que sempre conta pra mim é o personagem.

Não por acaso, os livros de fantasia tendem a ter personagens cativantes. Quando digo cativante, não estou necessariamente falando de um menino órfão, coitadinho, que não faz mal a ninguém. Veja bem, a minha idéia de cativante envolve uma mistura de interesse e identificação. De interesse, porque não é algo óbvio, não é mais um personagem da Malhação que toma suco de maracujá quando está muito nervoso. É alguém com tiques, falhas, com uma fala particular e com uma variável de possíveis reações frente aos acontecimentos. E de identificação, porque mesmo que não sejamos iguais a um personagem, reconhecemos algo de humano e de próximo de nós, algum sentimento que nos una no contrato da verossimilhança, e talvez até mesmo da catarse. Quando você vê um cara pequenininho atravessando o mundo que ele conhece contra todas as possibilidades pra jogar um anel no fogo e salvar a Terra Média, tem um pouco de nós ali também. Quando a história acaba, parece que nós, também, fomos um pouco responsáveis pela conquista.

Se eu não estivesse lá, o Harry nunca teria conseguido voltar e proteger todos com o mesmo encanto da mãe dele.

Se eu não estivesse lá, talvez o Sam não tivesse tido força pra pegar o Frodo nas costas quando necessário (pra mim, a segunda cena mais linda da trilogia).

Se eu não estivesse lá, talvez o Artemis nunca tivesse conseguido se safar de um colapso temporal só uma troquinha de olhos de nada com a Holly.

Se eu não estivesse lá… Muitas coisas talvez não tivessem acontecido.

Em Harry Potter, série favorita minha e da Melissa, essa identificação vem em uma fala do Dumbledore, depois carregada pelos fãs e pela série toda através de todos os personagens “do bem”: “Enquanto houver em Hogwarts quem for fiel a mim, não terei ido completamente”. Parafraseei, mas enfim.

Por isso, nas poucas vezes que me aventurei a escrever, eu costumava bancar a louca e conversar com meus personagens no dia a dia. Fiz uns contos pra me acostumar com eles, pra enxergá-los mais claramente. Relaciono isso sempre com pessoal que se indignam quando alguém diz que um vampiro não pode brilhar no sol; se vampiros não existem, a imaginação deveria ser a única responsável por limitar o que eles podem ou não ser, não é? Eu não diria que esses seres mágicos ou que esses personagens cativantes não existem. Eles existem, enquanto eu existir e pensar neles.